Cultura Nordestina


                                Profissão: Cantador

 

  A literatura de cordel registra a existência do repentista desde o período colonial do Brasil. Eles se espalharam principalmente pelos sertões de Paraíba e Pernambuco. Naquele tempo os maiores trovadores eram cegos que usavam a arte para pedir esmolas nas feiras populares.

   A viola nem sempre foi o instrumento característico do repente. No inicio eles cantavam sem acompanhamento; depois passaram a usar o pandeiro e mais tarde a rabeca (instrumento parecido com o violino) e o cavaquinho que foi substituído pela viola de seis ou dez cordas. As estrofes, que eram cantadas em trovas (quatro versos) também sofreram modificações, aumentando para cinco versos e depois para seis. Hoje há estrofes de seis a dez versos e vários tipos de metrificação e ritmos que garantem mais de 40 modalidades de repente. A profunda fé dos nordestinos e o sentimento de caridade que os cantadores cegos queriam despertar faziam das historias bíblicas o tema mais comum. Hoje são questões sociais e políticas que atraem mais a atenção dos repentistas.

http://www.festinrepente.com.br/oktiva.net/1581/secao/6871                   

 

 O repentista é o trovador do Nordeste, que viaja contando causos e mostrando seu ponto de vista sobre os acontecimentos da região e do mundo geralmente de forma pitoresca divertida ou critica. Nada escapa ao repentista.

 

Fui fazer uma poupança/ pra comprar uma casinha/Juntei a minha graninha com fé amor e esperança /Temendo embargo ou mudança /Votei na situação/ O homem meteu a mão / Meu troco foi confiscado/ Isso é que é mourão voltado/ Isso é que é voltar mourão.

Dizem os versos feitos a época do governo Collor (as duas ultimas frases são um refrão obrigatório nesta modalidade chamada mourão voltado).

 

A seca e a miséria são temas freqüentes.

 

Se passou de janeiro a fevereiro

Mês de março, de abril e mês de maio

Não se vendo um relâmpago nem um raio

Lá em casa foi um grande desespero

Mãe com raiva agarrou um candeeiro

Que tanto lhe iluminou outrora

E com ira atirou ele pra fora

Sem no bojo ter gás e nem pavio

O carão que cantava em meu baixio

Teve medo da seca e foi embora.

 

Diz uma estrofe de Manoel Xudu

 

Mais também não falta inspiração para cantar o amor e os sentimentos.

 

Saudade é um parafuso

Que dentro da rosca cai

Só entra se for torcendo

Porque batendo não vai

Depois que enferruja dentro

Nem destorcendo não sai.

 

Compara com ingênua beleza, o cantador Antonio Pereira.

Pois é amigos, é muito bom ouvir uma boa dupla de repentistas.

Esta sim é parte da verdadeira cultura nordestina.

 

 

 

 

 

 



Escrito por Rivaldo às 22h35
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Padre Djacy pede a Lula agilidade na transposição das águas do São Francisco

O Padre Djacy Brasileiro encaminhou nesta terça-feira (11) carta pedindo ao presidente Luis Inácio Lula da Silva que se empenhe para que seja feita a transposição das águas do Rio São Francisco.

No documento, o pároco clama a atenção do presidente para o problema da sede que atinge cerca de 12 milhões de pessoas que residem na região setentrional do Nordeste e que, segundo ele, estão ameaçadas de morte, ainda mais, se levados em consideração as consequências causadas pelo fenômeno do aquecimento global.

A seguir a carta na íntegra:


OS NORDESTINOS CLAMAM: QUEREMOS ÁGUA!


Senhor Presidente Luís Inácio Lula da Silva,
saudações!

É inconcebível, inadmissível e irracional não concretizar - por motivo de força ou pressão político-ideológica de quem quer que o seja - o sonho secular de doze milhões de nordestinos, que sofrem com as conseqüências nefastas da seca: a transposição de águas do rio São Francisco. Pois, Senhor Presidente, como é notório, esse mega projeto-repudiado, ridicularizado, criticado e objeto de desavenças tornar-se-á, indubitavelmente, para esse contingente populacional em estado de desespero, uma alternativa de caráter definitivo, necessário e eficaz para atenuar o drama da falta de água que assola impiedosamente toda essa gente, que reside na região setentrional do nordeste. E essa situação tornar-se-á ainda mais grave, segundo especialistas, com o fenômeno do aquecimento global.

A sede mata, logo quem tem sede não pode esperar. É questão de vida ou morte. De que lado, então, o Presidente da República está? Se for da vida, vale apenas e tem sentido enfrentar com ousadia política os ventos contrários. Tudo pela vida!E ainda, se os contra dizem que um dia o “velho Chico” morrerá por causa da transposição -mera suposição - saiba que, vidas humanas já estão sendo ceifadas, pela sede e fome. Diante dessa dramática realidade que assola milhões de nordestinos, espero que diga para o Brasil, que seu governo vai enfim, libertar esses seres humanos dessa aflição, executando a todo custo, este projeto de transposição de água do rio São Francisco para os quatro estados da região nordeste: Pernambuco, Paraíba, R do norte e Ceará. E tem que ser agora. Ou agora, ou nunca mais. Queremos pressa na execução da obra.

Vossa excelência, com raízes sertanejas, que sabe o que é seca com seus efeitos dramáticos, e dela fora vítima, a ponto de migrar-se para o sul, em busca de vida melhor, deve levar em estrita consideração e seriedade de nordestino, os anseios desse povo, no que tange à transposição. Para isso, é imprescindível, que o governo federal, através do Ministério da Integração Nacional, aja com pulso, determinação e grande vontade política na consecução dessa obra, tida como redenção para esses milhares de irmãos sedentos e caminho viável para o desenvolvimento da região no âmbito sócio-econômico. Por conta disso, excelência, não tema desagradar a muitos, ser alvo de desafetos, de criticas infundadas ou dissabores políticos, mas, sim, medo e constrangimento de não socorrer os que clamam pungentemente por água, pão, justiça, dignidade e qualidade de vida: “O vós, que passais pelo o caminho, vede e julgai se existe dor igual, a dor que me atormenta” (livro das lamentações). É o grito profético, Presidente, ecoando estrondosamente, na boca desses filhos sofridos de Deus, que moram nestas terras do chique-chique e mandacaru.

O senhor está no caminho certo, quando com espírito resoluto, determinado, empreende com justos propósitos governamentais, essa obra de tamanha envergadura, visando exclusivamente, uma política de combate aos efeitos da seca e o desenvolvimento sustentável da região, contrariando os que pensam diferentes e tentam a todo custo inviabilizar esse projeto. E acredito piamente, que tal propósito levado adiante pelo seu governo, não visa atender a interesses empresariais ou a grandes latifundiários, como muitos alegam, no que tange a um projeto econômico ligado ao agronegócio. Se assim o for, estará traindo suas origens e agredindo ética e moralmente os que gritam por vida e dignidade, colocando seu governo a serviço dos abastados, o que caracterizaria um ato de irresponsabilidade e falta de compromisso com essa região por muito tempo esquecida e desprezada pelos governantes; massacrada pela seca, e marcada pelo o atraso sócio-econômico e injustiças sociais.

E por fim, entre os radicalmente contra, que tentam a todo custo inviabilizar, ou impedir a execução dessa obra, por meios de argumentos técnicos, ações judiciais e até mesmo através de protestos e esse contingente populacional, que já beira à morte e não vê outra saída, a não ser esse projeto de interligação de bacias com transposição de águas do rio São Francisco, vossa excelência deve desconsiderar aqueles e optar de forma segura e peremptória por estes, por se tratar de princípios humanísticos, sem prescindir de uma consistente e perene política de revitalização dos afluentes do “velho Chico”, já que se faz necessário e urgente, para que assim, possa continuar jorrando água para satisfazer as necessidades básicas e desenvolvimento do povo e da região. Afinal, transposição é sinônimo de vida, e ser a favor desse projeto é optar por vidas que clamam por um copo dágua. Ser contra, é indubitavelmente, fechar os olhos e endurecer o coração para os filhos de Deus, que desesperados clamam: Presidente Lula, queremos água. Faça a transposição e assim viveremos com dignidade.

Em nome de Jesus Cristo, que convivendo com o povo sofrido, esmagado, pisoteado, injustiçado e agredido da famigerada Galiléia (hoje, o nordeste setentrional do Brasil) dissera: “eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundancia”, eu o abençôo e rezo a este mesmo Senhor defensor irredutível dos pobres, para que o proteja e o faça forte, perseverante e destemido na execução – repito - desse projeto, que só pode ser abençoado por Deus, já que visa socorrer seus filhos sofridos neste pedaço de chão Brasileiro.

Eis o que diria São Francisco a vossa excelência, caso estivesse vivo: onde houver fome, que leve pão, onde houver sede, que leve água! Não deixe que milhões de filhos meus morram por falta d’água. Faça a transposição e será abençoado, porque água é para ser partilhada com quem tem sede.

Atenciosamente,

Padre Djacy Pereira Brasileiro
Administrador paroquial.
Santa Cruz, PB -17-10-07.
Fone: 9911-3141
83-3536-1119

Materia do correio da Paraiba.

Opinião do Cultura Nordestina.

Só é contra a transposição quem nunca passou sede ou fome.

É facil falar de barriga cheia!!

Parabens Padre Djacy!

É de homens como o senhor que o Brasil precisa.



Escrito por Rivaldo às 20h35
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