Cultura Nordestina


SAUDADES

Eu já tive, em belos tempos
Alguns sonhos de criança;
Já pendurei nas estrelas
A minha verde esperança;
Já recolhi pelo mundo
Muita suave lembrança.

Sonhava, então.. E que sonhos
Minha mente acalentaram!
Que visões tão feiticeiras
Minhas noites embalaram!
Como eram puros os raios
Dos meus dias que passaram!...

Tinha um anjo de olhos negros,
Um anjo puro e inocente,
Um anjo que me matava
Só co'um olhar, de repente,
Olhar que batia n'alma,
Raio de luz transparente.

Quando ela ria, e que riso!
Quando chorava, que pranto!
Quando rezava, que prece!
E nessa prece, que encanto!
Quando soltava os cabelos,
Como esparzia quebranto!

Por entre o chorão das campas
Minhas visões se ocultaram;
Meus pobres versos perdidos,
Todos, todos acabaram...
De tantas rosas brilhantes,
Só folhas secas ficaram!




Escrito por Rivaldo Meneses às 23h00
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